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16 05 2010

O que realmente fode tudo é o simples fato de eu amar não entender alguém. E eu não consigo te entender. E juro que se eu tivesse algum tipo de energia acumulada seria eu quem correria atrás. Mas eu perdi o empenho de me machucar mais uma vez. Cansei de gastar todo o meu tempo pensando no que você tá pensando. Apesar de me intrigar muito, seus motivos já não me parecem suficientemente claros pra que eu me desgaste. Eu contrui uma barreira… tenta entender que não é nada com você, e sim, com o que você me fez sentir. Com o que você me faz sentir. E faltando poucos meses pra eu finalmente viver a vida que eu sempre quis viver, me sinto na obrigação de construir uma casca no meu coração pra aguentar a pressão pela qual eu passarei. E me envolver nisso agora, sem algum tipo de certeza… me jogar na sua piscina sem ter a certeza de que eu não vou me afogar lá em baixo, ou que talvez ela seja extremamente funda pra mim, só me dá vontade de recuar em mais esse desafio. Eu só tenho que reaprender a ficar bem comigo. E não sei se agora é uma boa hora pra eu perceber o quão bom é ter você comigo. E apesar de saber que como sempre eu to tomando a decisão que mais vai me fazer sofrer, quando eu coloco uma coisa na cabeça eu costumo ser persistente em tal pensamento. Desculpa. Queria conseguir ser como fui da outra vez, mas não consigo.





não sei nem como te falar, que na verdade, quero ter você comigo.

13 05 2010

Não pense que foi tão fácil assim, te ter tão perto e não fazer nada. Nada. Todos os poros da minha pele pediam por um contato com a sua, mas eu simplesmente não podia. Mesmo que eu não consiga explicar exatamente o porquê de não poder. Mesmo sabendo que era tudo que eu queria. Eu acho que eu simplesmente não funciono assim.  Sou uma complicação só, um nó bem dado que não deixou nenhuma ponta pra soltar sabe? Não, claro que não. Nem eu sei. Mas faz algum tempo que eu deixei de tentar me entender. É que eu não tenho manual de instrução. Ainda não sei se me arrependo ou se estou orgulhosa por oontem. Mas eu posso afirmar que lembrei o quanto a sua voz me faz bem. E isso me foi suficiente, por enquanto.





Ninguém enxerga através de mim.

28 04 2010

É difícil entender o que as pessoas querem dizer quando te dizem certas coisas. É porque quando formulamos frases elas apenas condizem com a nossa forma de pensar. Mas quando falamos em voz alta, ela fica aberta a julgamentos de visões que não as nossas. Ou seja, pode virar uma bagunça. Às vezes dizemos o que não queremos dizer apenas por não conseguir dizer de forma a ser escutada. Às vezes ecolhemos palavras e modos rudes de expressar coisas simples e delicadas. Mas será que devemos mesmo nos vigiar tanto para falarmos apenas o que os outros querem ouvir?           Eu só não queria ter que enfrentar tudo isso sozinha, como sempre, de novo. Okay, eu tenho plena noção de muitos dos meus defeitos, e outros eu teimo em não considerar defeitos. Mas até onde se pode saber, eu sei quem eu sou, quem eu quero ser. E sei também que isso não muda. Meu humor é ácido, eu sou estúpida, eu falo demais. Mas ninguém nunca coomprende quando eu digo que eu mudo sim a cada cinco minutos. Não, não é a minha personalidade que muda. E sim, minha visão. Eu sou volúvel. Tenho ideais imutáveis, porém conceitos completamente frágeis e descomplexos. Posso crer fielmente em algo hoje, e amanhã, quando acordar, já não crer tanto assim. Minha satisfação é muito flutuante também. Às vezes eu quero tudo, às vezes nada. Cada dia é realmente um dia pra mim. Um dia como nenhum outro. E todo mundo tem o direito de me odiar quando eu não sou hoje quem eu fui ontem. Meu problema é não saber o limite dessa mudança. E caramba, eu tento alertar todo mundo que se aproxima de mim, ou de quem eu me praoximo, sobre essa inconstância na qual eu tô limitada. Eu sou um gráfico daqueles que sobem e descem num curto espaço de tempo. E quando não tem, invento motivos para esse desce e sobe. Eu só não encontrei meu lugar ainda. Mas porque deveria?        Eu sei que não posso condená-los por alguém que eu sou, a culpa não é de ninguém. Mas poxa, foi sempre em vocês que eu me apoiei. É difícil perder o chão assim. Eu não encontro nenhum lugar seguro pra pisar.       Mas eu simplesmente não posso garantir que vou agir hoje como agia a dois anos atrás. Infelizmente não consigo manter um linha reta de pensamento que me fixe com apenas um jeito de agir ou pensar. Desculpa por não poder ser quem você quer que eu seja. E não pense em nenhum minuto sequer que essas mudanças te machucam mais do que a mim. Você não compreende o quando é difícil ver as pessoas que a gente ama passando enquando você sempre fica pra trás. Eu me olho no espelho todo dia e não conheço aquele ser que ele reflete. Mas eu vou descobrir, prometo… e quando isso acontecer, eu vou procurar vocês de novo, pra tentar mostrar que eu nunca fiz com o propósito de machucar ninguém. Eu só continuo procurando o meu lugar.





pode ser assim?

21 08 2009

ás vezes eu me sinto satisfeita com a situação… mas quando paro pra observar percebo que falta algo sabe? Porque eu não posso achar pessoas normais? Pessoas que demonstram, pessoas que falam, pessoas que simplesmente me digam “sinto sua falta, preciso de você”. Pra quê indiretas se eu tô aqui, prontissima pra ouvir tudo, e pra devolver com tudo o que eu sinto… “e o que eu mais quero, tudo que eu espero é ter você aqui”. Presta atenção em mim, eu vivo conectada a você… eu não tenho sono mas fico rolando na cama pra pensar em ti… lembrar da textura da sua pele, do seu gosto… da minha mão suada na sua, na intensidade um pouco exagerada que eu usei quando te beijei pela primeira vez… e em todo o sentimento que eu repremi por ti quando tu me deixou. E eu quero viver tudo de novo, mais uma vez… se você me deixando de preferência, dessa vez… mas eu quero cultivar essas borboletas no estômago que você me fez criar… elas me fazem um bem do caralho… e eu só pude perceber agora que você voltou. Vive isso comigo? Intensidade é o que eu quero… quero você. Só você!








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