O que realmente fode tudo é o simples fato de eu amar não entender alguém. E eu não consigo te entender. E juro que se eu tivesse algum tipo de energia acumulada seria eu quem correria atrás. Mas eu perdi o empenho de me machucar mais uma vez. Cansei de gastar todo o meu tempo pensando no que você tá pensando. Apesar de me intrigar muito, seus motivos já não me parecem suficientemente claros pra que eu me desgaste. Eu contrui uma barreira… tenta entender que não é nada com você, e sim, com o que você me fez sentir. Com o que você me faz sentir. E faltando poucos meses pra eu finalmente viver a vida que eu sempre quis viver, me sinto na obrigação de construir uma casca no meu coração pra aguentar a pressão pela qual eu passarei. E me envolver nisso agora, sem algum tipo de certeza… me jogar na sua piscina sem ter a certeza de que eu não vou me afogar lá em baixo, ou que talvez ela seja extremamente funda pra mim, só me dá vontade de recuar em mais esse desafio. Eu só tenho que reaprender a ficar bem comigo. E não sei se agora é uma boa hora pra eu perceber o quão bom é ter você comigo. E apesar de saber que como sempre eu to tomando a decisão que mais vai me fazer sofrer, quando eu coloco uma coisa na cabeça eu costumo ser persistente em tal pensamento. Desculpa. Queria conseguir ser como fui da outra vez, mas não consigo.
._.
16 05 2010Comentários : Deixar um comentário »
Tags: abobrinhas, cinza, confusao, coração, destino, felicidade, incerteza, loucura, medo
Categorias : delirios.
por que é tão difícil acreditar em nós?
18 04 2010Por que sempre chega uma hora em que tudo desanda? E por que essa hora sempre é aquela em que tudo parecia lindo? O mundo teima em desmoronar sobre as nossas cabeças quando a gente deixa de usar capacete, quando a falsa sensação de segurança se apodera de nós e nos deixa negligentes com a nossa própria vida. Quando só se sorri, esquece-se o quanto machuca chorar. Essa história de ficar adulto mexe com a gente. São problemas muito maiores do que as fofocas na escola. E muito menos freqüentes. A gente deixa de se preocupar com o trabalho de história e passa a se preocupar em pagar a mensalidade da faculdade que você quer fazer em outra cidade. Pegar aquele garoto bonitinho nem é mais tão importante… mas importante é achar alguém estável, que você goste e não necessariamente ame, para viver uma vidinha mais tranqüila. A gente deixa de desejar agito e passa a desejar segurança. Os sonhos mudam, as metas passam a ser a longo prazo. Nada de imediatismo. Precisamos de planos, estruturas, meios. As pessoas também mudam, aquele babaca que te irritava agora você nem percebe. E quando alguém chega com doçura demais, o santo já desconfia. A gente fica mais egoísta, menos sentimental. Mais racional, mas perceptivo. Agora já temos “experiências de vida” nas quais nos basear. Já meio que sabemos quem somos, o que queremos, o que buscamos. É incrivelmente delicioso e aterrorizante viver assim. Cada passo é mais firme, mas decidido… mas ao mesmo tempo, quando o calcanhar alcança o chão, sempre ocorre a tensão de ele não agüentar o peso da responsabilidade. É isso: responsa mano. Aquilo que nos diz que tudo que fizermos pode ser usado contra nós, só que agora, num âmbito maior da coisa. Eu tenho medo, mas eu quero.. quero tanto que chega a sufocar de ansiedade.
Comentários : Deixar um comentário »
Tags: abobrinhas, aobrinhas, confusao, conquistas, coração, desejos, destino, expectativa, felicidade, medo, medos, pensamentos, vontades
Categorias : delirios.
o acaso.
14 09 2009Ela simplesmente odeia o acaso;
o sem querer;
o sem propósito.
Porque uma reunião de fatos errados acabam sempre em confusão?
A confusão tá dentro dela agora, consumindo-a.
A raiva, a frustração, o medo, a tristeza.
O saber que poderia ter sido diferente, e não foi.
Não, ela não acredita em destino.
Só no resto do mundo querendo acabar com seu dia.
Comentários : Deixar um comentário »
Tags: abobrinhas, acaso, cinza, confusao, descontentamento, destino
Categorias : delirios.